Velharias

Nesta página tem textos antigos meus. Do meu antigo blog e que eu não queria perder já que o deletei. Textos que não escreveria hoje e que causam até uma certa vergonha… Mas, não gostaria que se perdessem nos bilhões de bytes da internet… Só pra recordar!

31/05/2007
Coisa sem coisa

Tô fazendo papel de boba novamente… Bem, quando eu fico assim é porque estou com saudade… às vezes até saudade daquilo que nunca vivi…. Eu me tornei uma ostra. Não consigo me lembrar a data precisa da mutação. Mas, acho que não houve um fato específico. Foi aos poucos. Mas, apesar disso, minha vida é um scrapbook aberto. Às vezes eu tô tão mal que até as minhas digitais, causam má impressão (trecho deslocado no texto). Não quero escrever coisa com coisa… até porque coisa com coisa nunca dá certo (ãh?). É que pra dar certo a coisa não pode ser igual a outra coisa (entende?). Não sou eu que vou explicar…. O fato é que às vezes pareço que dirijo a minha vida como quem anda no banco de trás… Bem, ando meio sem grana. Só não devo pra mim mesma por pura falta de crédito pessoal mesmo! hehehe!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h30

 29/05/2007 
Rituais e outros

As vezes penso o quanto nós somos manipulativos e egoístas. Não me leve a mal. É verdade. Eu tenho uma amiga que tenta me evangelizar todo dia. Claro que ela não consegue, e claro que eu não a deixo desistir. Gosto de dar esperança para as pessoas. A minha imparcialidade nas declarações e minha cara de “eu-ainda-não-estou-pronta”, fazem essa moça viver mais um dia todo dia! Algumas pessoas precisam de você, mesmo que você não precise delas. É bíblico isso. (rs – piada-interna-que-só-eu-entendo)

Mas, engraçado como tem gente que acha que é dona da verdade. Ela pensa que não acredito em Deus só porque não ando com a bíblia debaixo do braço. Acho que ela jura que eu vou para o inferno e ela para o céu. Talvez eu iria para o inferno se eu acreditasse que o inferno existe.

As pessoas precisam acreditar em alguma coisa para continuar vivendo. Todo mundo mesmo. Os católicos precisam acreditar no céu, no inferno e no pugatório. O evangélicos precisam acreditar que os católicos estão enganados e assim vai-se vivendo.

As pessoas também precisam de rituais. Sim. Rituais de passagem. A primeira comunhão é um ritual de passagem. O casamento é um ritual de passagem. Os rituais impõem respeito. A partir desta data você é oficialmente um jornalista. E desce a toga. E olha que você já está na profissão desde o segundo período…

Eu me submeto a rituais. Infelizmente. Eu não sei se eu os aboliria caso virasse uma grande líder… Eu não gosto de rituais. Eles não me dizem nada, mas, as pessoas precisam deles! E eu sou uma pessoa… contraditória!

Vc me pegou hoje de mau humor

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 16h23

27/05/2007 
Mediocridade

Só assim mesmo. Não tinha outra forma nem outra maneira. Ser um profissional medíocre de jornalismo pode lá ter suas vantagens. Conheço um cara que de tanto copiar e colar na internet durante quatro horas seguidas já começou sentir leves espasmos. Bem, no lugar dele, astutamente, eu já teria calculado o tamanho da minha indenização.

Mas, deixa pra lá! O fato é que tem gente medíocre em todos os lugares. Todos somos medíocres em algum ponto de nossas vidas. Eu sou medíocre nesse blog, por exemplo! hum…o que é mais idiota? Alguem que fala sobre empresas, natação, piadinha, etc? Ou alguem que fala que os outros são idiotas?

“De fato, não existe nada mais deplorável do que, por exemplo, ser rico, de boa família, de boa aparência, de instrução regular, não tolo, até bom, e ao mesmo tempo não ter nenhum talento, nenhuma peculiaridade, inclusive nenhuma esquisitice, nenhuma idéia própria, ser terminantemente “como todo mundo”. Tem riqueza, mas não do tipo Rothschild; a família é honesta, mas nunca se distinguiu por nada; aparência boa, mas muito pouco expressiva; boa instrução, mas não sabe em que empregá-la; tem inteligência, mas sem idéias próprias; tem coração, mas sem magnanimidade etc. etc. em todos os sentidos”….

Esta é a mais completa e fina descrição da mediocridade já feita em um único parágrafo. No romance O Idiota, de Dostoiévski. É como se o russo tivesse posto em palavras e ordem lógica um medo que eu sinto, mas que não sei nomear. Um medo abissal de ser medíocre.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 00h22

24/05/2007 
Dolce vita… amarga

Dolce vita

desde que saí do castelo
vivo andando pelas ruas
procurando algo que seja dulcíssimo
como Dulcinéia del Toboso
e algum inimigo assombroso
um dragão fogoso
um moinho altíssimo

Ainda bem que gosto de doces… e de vez em quando sei lutar!

Em tempo: Dulcinéia del Toboso é uma personagem do livro “Dom Quixote (de Miguel de Cervantes):
“Dom Quixote, que num passado distante havia em discreto silêncio tido uma paixão, resolve elevá-la à deusa de suas aventuranças. Dulcinéia de Toboso, como foi aclamada, era uma robusta e simples camponesa que vivia em Toboso, um povoado nos arredores de Mancha. Ela era sempre invocada por nosso cavaleiro antes de suas “batalhas”, e todas as suas vitórias eram dedicadas a ela. “

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 18h11
  
03/05/2007 
Sonhos

Uh! Existe pessoa mais piegas do que eu? Eu tento fugir disso. Tento me fazer de clássica, neo-clássica e fujo de tudo o que considero burro, brega e trash… Hoje estou bem pop, estou ouvindo Guns… Don’t Cry

Hoje quero falar dos sonhos. Não aqueles que temos quando dormimos, mas, aqueles que temos quando estamos com os olhos bem abertos. De que servem eles se são realizações intangíveis de desejos não consumados. Ai! Caí no reducionismo de Freud (Jung iria me matar)… Se bem que Freud fala dos sonhos que temos quando dormimos, mas, de certamforma uma coisa leva à outra… Fechar os olhos e imaginar aquela situação, aquele objeto, aquela pessoa não é muito diferente de um sonho não-lúcido.

É como uma bebida. Causa em nós uma certa ilusão de felicidade, mas, quando abrimos os olhos e vemos que estamos no mesmo quarto, na mesma cama e nada daquilo era verdade, constatamos que realmente são desejos inconsumados.

Eu falei que estava bem piegas….
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 21h47
  
01/03/2007 
Recortes de mim

Música no media player: O Trenzinho do Caipira…. Existe música mais linda do que “O Trenzinho do Caipira” de Heitor Villa Lobos? Existe algo mais brasileiro? Meu Deus! É música erudita das melhores…

A ciência realmente não sabe de nada de garotas como eu! Tenho uma questão epistemiológica muito séria para resolver. Nada que o positivismo de Auguste Comte possa explicar ou experimentar… Bom, depois que Hannah Arendt me contou que eu sou um ser condicionado e que o que faz o homem infeliz é ele tomar consciência de si… Não sei mais de nada! Veja só os animais. Ele não raciocinam (não como nós humanos, seres superiores, definimos o raciocínio), não tomam a si próprio como um objeto de estudo e nem ficam fazendo conjecturas sobre a sua própria existência como animais sociais ou políticos (Aristóteles deve se revirar na cova, ui!).
Já sei… tô assim por causa daquele vazio cognitivo de sempre… ele voltou a atacar! Bem… Sei não, mas, passei a considerar a esperança como um dos males da ilusão contidos na caixa de Pandora e, por isso mesmo, como disse Nietzshe “de agora em diante, a morada da alma só pode ser construída com firmeza na sólida fundação do mais completo desespero”.

Hoje eu tô meio confusa! Desculpa..

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 20h31

23/11/2006 
Momento autoral

Este poema tb fiz há pouco tempo…precisa uma cadência na leitura:

Pronome sujo
Desfaz-te de mim
Como se meus olhos
Comam-se meus olhos
Como se teus olhos

Desfaz-te de mim
Como se minha boca
Coma-se minha boca
Como se tua boca

Desfaz-te de mim
Desfaz-te de ti
Desfaz-te de nós
Me te si vós

Me te si nós
Me te si me
Em si me te me
Em mim me te vós

Desfaço-te em mim
Refaço-me em ti
Disfarço-me nós
E se faço ti

E se faz-te me
E de laço faz-se nós
 
Enlaço-me em ti
Quando si me te me
E quando a mim me te vós

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 01h36

04/11/2006 
Soneto

Fiz este soneto ontem… bom.. não é lá essas coisas!

Soneto da palavra insana

Basta um pouquinho de tristeza
Para me deixar assim
Um alguém que não existe
Se perdendo dentro de mim

Basta um pouquinho de dor
Para eu me entregar feliz
Como quem sorri chorando
Ao tocar na flor de Liz

A um mero sinal de solidão
Abre o vão da insensatez
Flor de lótus, flor de votos

Da palavra que se desfez
Murcha, ensangüentada, morta
Palavra insana, depravada e torta

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 23h29

24/10/2006 
O nome da flor

Hoje ganhei uma crônica que foi publicada no Jornal O Estado do Maranhão… um amigo especial que com seus olhos de poeta e escritor fez esta tão singela e especial homenagem….ai de mim! Quem sou eu…

Transcrevo aqui.. com os devido créditos!

O nome da flor

NEY FARIAS CARDOSO

(Concebi esta crônica no dia em que descobri que cheirava a boneca nova e que mel tem cheiro de bunda. Ninguém pode determinar quando o realismo mágico incorporou-se ao olfato de Ironara Pestana. Nem a própria Ironara, acredito.)
Ao desabrocharem as gardênias, lindas, brancas e puras, todos nós seremos capazes de enfrentar as dificuldades com sorrisos. “Ora (direis), falar de gardênias. Certo perdeste o senso, nestes tempos em que os homens – jamais importando a raça e o credo -, tanto em São Luís quanto no Iraque, encontram-se no coração da tempestade”.
Eu vos direi, no entanto, que se menciono as gardênias não é porque ignoro a revoltante condição em que a humanidade se encontra. Goya certa vez afirmou que o sono da razão produz monstros. É verdade. Francisco das Chagas pode comprovar. A família de uma das crianças cuja vida o demente ceifou assistirá a seu julgamento. Mesmo que seja condenado e que a justiça dos homens prevaleça sobre a barbárie, todos compreendemos que os tempos são ainda mais difíceis porque não conseguimos nos livrar da sensação de impunidade. Muitos demônios estão por aí, livres, a salvo, rindo debochados daqueles que choram seus inocentes mortos.
As gardênias são tema desta filha que pari sem ser mãe e mulher porque recentemente as viagens da Asa Branca (a novíssima Kombi do sistema de transporte de funcionários da Mirante, sob o comando de Jesiel Jaques de Oliveira – o Menestrel) foram agraciadas com a presença de um anjo.
Porém, devo comentar a agradabilíssima (ainda que breve) companhia de Gardênia Holanda Maciel fazendo despudoradamente minha as palavras do Bardo Caolho. Tomado por um sopro de inspiração quase divino, peço que cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta. Esse valor tem seu nome, claro: Maria Rita. A linda filha de Elis, que interpreta a canção “Dos gardenias”. A composição é da cubana Isolina Carrillo (1907-1996): Dos gardenias para ti/ Con ellas quiero decir/ Te quiero, te adoro, mi vida/ Ponles toda tu atención/ Porque son tu corazon y el mio// Dos gardenias para ti/ Que tendrán todo el calor de un beso/ De eses besos que te di/ Y que jamás encontrarás/ En el calor de outro querer// A tu lado vivirán y se hablarán/ Como cuando estás conmigo/ Y hasta creerás que te dirán/ Te quiero// Pero sin un atardecer/ Las gardenias de mi amor se mueren/ Es porque han adivinado/ Que tu amor me ha tracionado/ Porque existe un outro querer. Para quem não sabe, Isolina começou a sua trajetória na música aos dez anos, em Havana, ao substituir o pianista da orquestra de seu pai. Mais tarde, estudou no Conservatório Municipal de Havana, com notas acima da média. Como prêmio para seus esforços, passou a reger a orquestra da instituição.
Quem mais, fora da apaixonante e miraculosa esfera na qual residem os arautos da música, sabe quem foi Isolina Carrillo? Nomes como o dessa compositora fantástica tem essa tendência de mergulhar no limbo do esquecimento humano, se a escritura não lhes resgatar a importância que já tiveram. É para isso que estou deixando aqui anotada esta singela homenagem a Gardênia Maciel. Ou Gardênia Holanda. Ou a Gardênia de Amor, que não morrerá, diferente do que acontece na música, pois nunca será traída, tanto pelas minhas letras quanto pelo namorado que o destino com certeza lhe reserva. Não haverá um outro querer melhor que o seu, doce Gardênia, porque neste meu coração de bardo menor terás sempre a imagem do sol das primeiras horas da manhã de um lindo domingo de novembro, a derramar sua incandescência de mel e ouro em rosas primaveris – supondo que haja a primavera em novembro, num universo paralelo, numa outra dimensão na qual o teu sorriso, linda Gardênia, é o princípio de todas as alegrias e dos melhores momentos de uma humanidade que se recusa a caminhar célere rumo à infeliz nação do desespero.

Um jardineiro fiel

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 12h27

11/10/2006 
A Mulher

Esse poema tem um pouco de mim.. é de Florbela Espanca

A Mulher (Florbela Espanca)

Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!

Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!

Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!

Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h26

16/09/2006 
Moral e intelecto

Nunca tive a questão moral mais elevada do que meu intelecto ou meu intelecto mais elevado que minha moral. As duas coisas andam juntas. Sempre andaram.

As vezes queria que uma coisa se sobressaísse mais que outra. Por exemplo: Hittler é um cara inteligente mas sua moral ficou lá no pé (mas, ele entrou pra história); Bush é um cara inteligente, mas, sua moral.. bem deixa pra lá (Mas, ele domina o mundo);

Percebi que o equilíbrio (pelo menos os bons) não entram pra história… Ok! Não vamos exagerar…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 19h59

06/09/2006 
Percepções

Continuo sonhando… só que as coisas começaram a ficar preocupantes. Melhor não relatar aqui. Hoje fui fazer a matéria da gravação do DVD de Mano Borges… Na verdade, não é sobre ele que quero falar. Sempre que vou ao Teatro Arthur Azevedo toma conta de mim uma sensação de nostalgia que não sei explicar.

Amo aquele lustre. Só não entendo por que trocaram a música do Guarani por “O Fortuna” de Carmina Burana na subida dele… Nada contra Carmina Burana, mas, acho que tenho problemas em quebrar com certas tradições.

Existe ser mais paradoxal do que eu? Ao mesmo tempo que quero conservar certas coisas, quero renová-las… Acho que isso faz parte da minha evolução espiritual. Um dia serei tão pura nas minhas convicções que serei chata! (risos)

Acho que tenho uma percepção infantil muito aguçada. Uma formiga passando me chama mais atenção do que uma “celebridade” em um palco… se lá!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h46

01/09/2006 
Estranho

Falar em estranho: sonhei que fui morar em frente à Escola de Música, em uma casa em que meu pai já estava morando (meu pai já morreu, diga-se de passagem). Era um sobrado antigo igual aqueles que tem no centro histórico daqui de São Luís, mas era modesto. Tinha um pequeno mirante e uma sacadinha, porém estreito. O fato mais estranho do sonho foi quando eu fui tocar meu violino e dele não saía som algum, aliás, saía sim, quando eu passava o arco pela cordas ele fazia um barulho horrível igual quando alguém passa a unha em um quadro negro… estranho, não?

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h58

28/08/2006 
NADA

Supostamente não fazer nada é simplesmente não fazer. Mas, como eu não acredito no nada como é concebido pelo senso comum, vc de fato consegue ficar sem fazer nada se acreditar que o nada faz parte de tudo… não quero ser niilista, mas, como diria Nietzsche: se tudo é, o nada é…

Nietzsche uma vez disse que a fé significa não querer saber. A fé é “não permita que esses fatos tolos fiquem no caminho do nosso plano político ou nossa caminho místico para o paraíso”; A fé é “faça o que eu digo porque eu disse”. Todas as coisas que não podem ser provadas precisam de fé, a utopia precisa de fé, o idealismo precisa de fé. às favas com a fé.

(risos)

Ao não querer saber o que é fé, você manda a fé às favas. A crença, de que existe uma entidade que tem a possibilidade de “querer” ou “não-querer”, isso não é fé? Você tem fé que a fé não existe…
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h47

27/08/2006 
Plutão

Realmente, Joel, o homem tem mania de classificar tudo para depois desclassificar e criar outras classificações. A vítima agora foi plutão. Plutão agora é um desclassificado. Não no mesmo sentido que minha mãe chama os homens safados… Coitado de plutão relegado a trocadilhos de baixa categoria.

De fato, plutão não foi desclassificado só perdeu a classificação de planeta e ganhou a de planeta-anão. Nada mal para quem corria o risco de ser confundido com um homem mau-caráter. O que será da astrologia agora? E das pessoas que acreditavam ser regidas por um PLANETA e agora o são por um PLANETA-ANÂO???

Sei não…Concordo com Saint-Exupéry. Lembrei-me quando o Pequeno Príncipe visitava os planetas e chegou em um onde estava um homem de negócios. Ele contava as estrelas e achava que as possuía. O pequeno príncipe não conseguia entender como poderia o homem se apossar de algo que não poderia levar consigo. Não conseguia entender que se apenas registrar sua estrela, ela será sua apenas no papel e o dono não será útil para ela.

- Eu – disse ele ainda – possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas…

Realmente, principezinho, as pessoas grandes são extraordinárias. Sem falar no Geógrafo que o pequeno príncipe encontrou. Ele acredita que livros de geografias são os livros de mais valor. Nunca ficam fora de moda. É muito raro que um monte troque de lugar. É muito raro um oceano esvaziar-se. Eles escrevem coisas eternas… Ninguém avisou pra ele que plutão seria desclassificado, quer dizer… reclassificado.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 00h39
  
26/08/2006 
Morrer de verdade
Morrer de vontade
Morrer de verdade
Morrer de vertígem

É aquela sensação outra vez…

Depois de quase um ano sem recaídas os sintomas voltaram. Palpitação, falta de ar, sensação de peito vazio que a obriga a respirar cada vez mais fundo o que leva uma nítida sensação que o peito vai estourar, dificuldade de concentração. Outra vez, não! Não pode ser… Ela fugiu durante quase um ano e vem esse cara pra lhe roubar o equilíbrio… Como pode?

  
23/08/2006 
Sitcom

Seria trágico se não fosse cômico

Não sei como começar a contar esta história. Aconteceu hoje. Exatamente na saída do trabalho. Exatamente naquele dia que toda mulher detesta, mas, se ele não chega preocupa. Ela veio durante o expediente e veio acompanhada. Uma companhia desagradável chamada cólica. Eu estava sem um absorvente higiênico e como tem dias que eu estou anti-social (hoje era um desses dias) não quis me dar ao trabalho de ir no Recursos Humanos pedir um. Na saída resolvi passar na farmácia e comprar. Foi aí que se deu meu suplício.

Estava no caixa da farmácia tentando fazer a compra, com aquela cólica e com aquele humor. Meu cartão não passava de jeito nenhum. O rapaz tentava que tentava. Tentava de novo e nada. “Deve ser problema no magnético” diagnosticou ele. É incrível como estas pessoas se tornam especialistas nestas coisas. Me lembrou aqueles torneiro-mecânicos: – O pobrema deve de ser valva de escape. Tem que comprar ôtra! – Aaai! Eu já sabia que meu cartão estava com aquele problema, mas, não quis dar o braço a torcer e teimei que o problema era com aquele pin pad que não lia porcaria nenhuma.

O balconista pediu que eu esperasse um pouco enquanto ele despachava os outros clientes. Tentei ficar calma e esperei. Quando finalmente suas atenções voltaram para o meu problema, haja raspar magnético no cabelo, no saco plástico… Passou! Enfim, passou. Quando aquela linguazinha de papel estava saindo do rolo do caixa para enfim eu assinar e ir embora meu inferno astral se completou.

De repente sem nada dizer o balconista se levantou e saiu do caixa enquanto um outro rapaz me empurrava e um terceiro abria a gaveta de dinheiro do caixa. Me bateu uma revolta. Como que vocês fazem troca de funcionários durante meu atendimento? Ninguém disse nada. E pro cara que me empurrou por trás eu disse: Como é que alguém me empurra assim! Só tem doido nesta farmácia. O novo “balconista” começou a tirar dinheiro da gaveta e o outro que estava ao meu lado (e que tinha me empurrado) disse: tira tudo.

Eu realmente estava sem entender. O cara que estava atrás de mim na fila havia sumido. Eu estava sozinha com aqueles dois doidos. O que estava ao meu lado disse: você também me dá esta bolsa. Eu continuava sem entender. Ele tentou tomar minha carteira e eu fiquei segurando. Ele puxando de um lado e eu puxando de outro. Igual cabo de guerra. Foi neste momento que eu tive um insight. Aquela farmácia (e eu!) estava sendo assaltada. Larguei na mesma hora a carteira. Por um momento achei que aquele cara era um débio mental que mexia com as pessoas. Mas, Não! Era um assalto.

Foi aí que tive sangue frio o bastante para pedir e quase implorar que ele não levasse minha carteira. Disse que lá não tinha nada. Só documentos e repeti várias vezes: não leva, não leva, não leva, por favor. – Tem certeza que não tem nada? – Mexeu, mexeu. Ele tava tão nervoso que não viu o dinheiro dentro da carteira e me devolveu. E com a mesma rapidez que entraram, saíram com toda a renda da farmácia e sem levar minha pobre carteirinha. Na saída deles ainda tive tempo de agradecer aos meus novos colaboradores: – Obrigada, viu? Ele, mal humorado fez só uma rabanada com mão. Do tipo: me deixa em paz…

Todo mundo que se escondeu veio lá de dentro e me olhando com a maior cara de assustado. – Ele tava armado – disse uma. – Tava sim! – disse outra. Sinceramente? Não vi arma nenhuma. Se tinha, Deus me poupou… de lá fui pra universidade seguir minha vida.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 20h06

11/08/2006 
epistemiologias

Tenho uma questão epistemiológica muito séria para resolver. Ninguém concorda com meu conceitos. Meus conceitos estão sempre errados. Tem algum defeito, uma lacuna… Tem sempre alguém rindo de mim, debilmente igual a uma hiena… Rindo da minha solidão!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 23h04

Sonho 2

Meu segundo sonho foi mais estranho ainda. Eu estava nua no meio da rua… Não ri! Isto é sério. Pior! è traumatizante. Pensa: o que é vc de repente se ver completamente sem roupa no meio da via pública?!? Era assim que eu estava no meu sonho. Algumas pessoas começaram a me perseguir e quanto mais eu corria, mais elas vinham atrás.

Encontrei uma casa com um portão de ferro semi-aberto e entrei. Encontrei um homem velho. Daqueles caquéticos magros. Só pelanca. sentado no terraço da casa naquelas cadeiras antigas de macarrão (que casa não teve uma cadeira daquelas!). Eu desesperadamente pedi que ele me escondesse que umas pessoas estavam atrás de mim.

Ele não disse nada e nem eu esperei que ele dissesse, fui logo entrando e me escondendo no primeiro quarto que encontrei. Ele foi direto ao portão para fechá-lo e foi nesse instante que as pessoas que me perseguiam apareceram. O velho negou que tivesse me visto. Ele era esperto e apesar da idade, era ligeiro fisicamente e bem articulado. As pessoas se convenceram e foram embora.

Aí que aconteceu o pior. Eu me vi nua, no quarto daquele velho, comecei a imaginar que ele queria me possuir. Tive medo, mas, ao mesmo tempo estava tranqüila, como se no fundo eu quisesse que acontecesse alguma coisa. Uma gratidão, sei lá. Mas, graças a Deus ele não teve tempo de fazer isso… eu acordei!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h59

Sonho

Muito estranho. Ontem tive um sonho com uma casa desconhecida, de dois andares, que sentia como minha. Na andar superior, entre móveis rococós, as paredes tinham quadros valiosos e relógios antigos. No andar inferior, tudo era antigo, dos séculos 15 ou 16, mas tudo sobremaneiramente conservado e limpo. Na copa, várias mesas um pouco mais contemporâneas com toalhas quadriculadas. Na frente da casa um terreno grande onde no sonho eu alugaria para alguém usar como um comercio de vendas de frutas e verduras… A casa não era antiga e nem moderna. Fiquei sem entender.

Parti para pesquisar na internet. E levei um susto. Jung teve um sonho muito parecido que o levou, pela primeira vez, à noção de inconsciente coletivo.

No sonho de jung a casa era a mesma, mas, no sonho dele houve uma outra particularidade: A exploração de uma porta aberta levou-o a uma escada que conduzia a adega e aí, uma argola abriu uma passagem para uma gruta baixa e rochosa, empoeirada, onde dois crânios antigos se decompunham.

Freud, na avaliação de Jung, fez uma interpretação envolvendo desejos secretos de morte. Mas ele próprio enxergou outros conteúdos. Jung entendeu a casa do sonho como “uma espécie de imagem da psique”. A consciência “era caracterizada pela sala de estar e parecia habitável, apesar do estilo antiquado.” No andar térreo já começava o inconsciente: “quanto mais eu descia em profundidade, mais as coisas se tornavam estranhas e obscuras. Na gruta, descobri restos de uma civilização primitiva, isto é, o mundo do homem primitivo em mim; esse mundo não podia ser atingido pela consciência. A alma primitiva do homem confina com a vida da alma animal, da mesma forma que as grutas dos tempos primitivos foram freqüentemente habitadas por animais, antes que os homens se apoderassem delas.”

Ando tenho sonhos significativos… amanhã eu conto o que tive nesta noite…

Achei estranho… e vc?

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h53

01/08/2006 
Agosto de mim….

Nem passar agosto esperando setembro…

Começou agosto. Não acho este mês tão tenebroso assim… Agosto de Deus, Agosto de sal, sal a gosto… A gosto de mim!!!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h17

31/07/2006 
Afins…

Acredito que o mundo daqui a alguns anos vai ser habitado somente por fetichistas. Tudo será tão miseravelmente cretino, perverso e desgraçado, que só quem tem tesão por essas coisas vai conseguir suportar!

Sou excêntrica porque não tenho um corpo perfeito, sou presunçosa e soberba porque eu quero!

Esta semana comprei um sutiã menor que o tamanho do meu peito.
Não comprei pq eu queria ter uma aparência mais sexy, comprei pq eu não sei fazer nada direito.

As vezes não me lembro do seu rosto!
As vezes, pq se eu tentasse lembrar toda hora, eu não lembraria nunca.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h05
 
28/07/2006 
Alan Smithee…

Andava pensando cá com meus botões de carne e osso (eu falo e ouço, eu penso e posso*…). Um amigo meu me ensinou uma coisa sobre cinema esta semana. Quando um diretor faz uma produção canalha, ele não assina. Aliás, ele assina sim, mas com nome de Alan Smithee e não com o seu verdadeiro nome. E o mais interessante é que este nome é registrado… Qualquer um pode ser Alan Smithee. Agora, também quero ser Alan Smithee…

As vezes vc não é de outra forma pq acha a sua forma a melhor.
As vezes vc não é de outra forma pq vc é incompetente.

entendeu? eu não costumo repetir.

* “Cérebro Eletrônico – Gilberto Gil (prefiro a versão de Marisa Monte)

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h01
  
09/06/2006 
Paixão

Foi um beijo tão inesperado quanto desejado… E, na soma destes dois, ele se tornou perigoso. Perigoso no sentido literal mesmo. Foi durante o expediente e com o risco ser pego em flagrante. Com câmeras por todos lados que eu não sei se funcionam e, se funcionam, não sei quem estava do outro lado dos monitores… Isso só acontece comigo!

Prometi para mim mesma não viver mais este tipo de emoção. O perigo me persegue assim como a ignorância. A ignorância vem da paixão e prometi também (para mim mesma!) não mais me apaixonar. Sei. Todo mundo fala isso. Essa frase já até caiu na pieguice. Tudo bem! Posso até me apaixonar, mas, não agora. A paixão deixa a pessoa ridícula, burra e dependente. A paixão é o câncer das emoções do homem.
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h42
  
05/06/2006 
Mentiras
Descobri que as pessoas mentem. Esse negócio de amor (humano!) intenso, correspondido, maravilhoso não existe. Mas isto tudo se resume no fato de que a mentira, apesar de ruim (nem tanto!) é sábia.

Noto que estes dias estão muito iguais. Mas apesar da chatice, me restam uns poucos dentes de humor. Tá certo que alguns estão dependurados, ou sujos de cafeína.
Mas ainda posso fazer morrer de rir com as minhas piadas sem graça e mentirosas…
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h41

02/06/2006

Coisas afins
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo com sabor de fruta mordida… Agora entendo o que isso significa! Sempre fui tão impetuosa… Mas, falando em religião… acho q vou entrar no Opus Dei, mas, a bebida eu não largo… (condição vã.. já que não bebo mesmo. Não com tanta freqüência que me condicione a não largar. Mas, só quero não perder o costume de ser subversiva e nem impetuosa).

Ví King Kong hj!
Eu sei que não é mais novidade falar do filme que ja estreou há um século, mas aqui não é blog de cinema. Se vc quer comentários cinematográficos atuais, vai ver o TV Fama.
O que mais me chamou atenção nesse filme, não foram os efeitos especiais que todo mundo fala.
O que me comoveu foi a história de afeição entre o gorila e a mocinha. Toda relação amorosa é assim. A gente sempre pega afeição pelo animal…!

O pior é que odeio filmes com bichos, crianças e afins… (o que será este afins?? Não sei. Tenho mania de não fechar meu pensamento. É que eu me conheço e sei que sempre tenho algo a acrescentar)

…Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria…*

*Cazuza, Todo amor que houver nessa vida.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h38

30/05/2006 
Espiritismo
A idéia espírita é legal. Nasci numa família tradicional católica e aprendi a acreditar nos dógmas dessa religião. No fundo, no fundo tenho simpatia pelo catolicismo, mas, tenho certeza que ele está totalmente desvirtuado. A idéia espírita é confortante. É legal pensar que posso voltar e consertar meu erros. Vou poder, na próxima reencarnação, tocar numa sinfônica e esquecer essa idéia de ser jornalista.

É legal pensar que, se eu for muito boa nessa vida, subirei a um estágio de evolução espiritual e passarei para a próxima fase da humanidade. Igual a esses jogos de vídeos-games. A vida tá me parecendo um jogo… E Deus controla o Joy stick…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h36
  
Meu Nome

ai ai! Meu nome é Gardênia pq minha mãe curte nome de flores. Poderia ser Greta Garbo se ela lesse os créditos dos filmes ou Maria, por falta de opção dela, mas não é. É Gardenia! E estou satisfeita mesmo que as vezes me sinta um E.T.

As vezes tenho a sensação que tenho raciocínio masculino, sou uma criatura fronteiriça! (acho q li isso em algum livro e me identifiquei!)

Hoje passei a tarde ouvindo um cara que atende pelo nome de Scott Stapp dizendo: “Olá minha amiga, nos encontramos novamente. Pouco tempo se passou, por onde devemos começar?” Ele disse coisas piores depois. Disse assim: “Quando você está comigo, Me sinto livre, despreocupado, eu creio que voaremos acima dos demais”. Não sei porque ele me faz acreditar nessas coisas…

Scott Stapp cantava no meu rádio, mas pra mim, era como se ele cantasse no meu ouvido, era pessoal.

Minha mãe falava pra eu tomar juízo, e o Scott Stapp falava “My sacrifice”.

Fiquei meio surda, e meio poída, nada atípico! Tomei uma suspensão uma vez pq rí de uma menina chamada priscila quando ela caiu no meio do colégio. O Diretor achou que eu deveria ter mais respeito pelos meus colegas de classe. Eu falsifiquei a assinatura da minha mãe na suspensão, e não tenho muito respeito pelas pessoas até hj.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 22h31

08/03/2006 
Post do dia da mulher

Neste dia internacional da mulher quero escrever um post. Nada de texto exaltando a beleza e a alma guerreira do sexo feminino. Também nada de textos feministas exaltando a superioridade da mulher em detrimento do homem…

Igualdade de gêneros… Existe coisa mais contraditória do que isso??? Como pode duas coisas distintas serem iguais? Odeio discursos feministas… pra mim cada qual com seu cada qual…

Mulheres conquistando lugar? Só se for no banco do ônibus afastando as pernas e ocupando praticamente dois lugares como fazem os homens… francamente!

Os dois gêneros têm sua beleza e seus lugares no mundo. Só precisa um pouco de tolerância e respeito…

Bem, lembro-me quando chegava esta data e pedia para meu pai dar-me os parabéns.

- Papai, hoje é dia da mulher. Me dê parabéns…

- Você não é mulher. Você é menina…

Hoje me olhei no espelho e vi que não era mais uma menina. Já sou uma mulher. Uma mulher sem pai…. Infelizmente.. Também sem namorado. Sem marido. Sem filho. Enfim, sem nada que possa me dar dor-de-cabeça! rsrs! Brincadeirinha…

Hoje estou feliz! Consegui baixar o Réquiem de Mozart completo pelo meu emule! Perfeito! Mais de uma hora de duração da mais linda missa de Mozart… Lindo mesmo!!!

Acho que divaguei um pouco… fugi do assunto. Isso sempre acontece comigo. Preciso ser mais sistemática. Vou ficando por aqui. Parabéns para todas as mulheres que têm namorado, marido, filho e Mozart… Por enquanto eu só tenho Mozart…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 20h31

07/03/2006
Versões e covers

Eu odeio versões. Versão é o câncer da humanidade. Da música e de tudo mais. Fazer versão, para mim, é passar atestado de falta de criatividade. É dizer: ’sou incapaz de fazer uma melodia nova’.

Pior que a versão, só o cover…

O cover não é nada. Não tem personalidade. Não existe. Não suporto os coveres do Elvis, do Renato Russo, do Michael Jackson e afins…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 18h20

06/03/2006 
Perseguição

De fato tenho mania de perseguição. Não sei se é bem uma mania ou se realmente sou perseguida. Exemplo: algumas embalagens de biscoito são tão bem lacradas, que as vezes chego a pensar que Jesus Cristo não quer que eu coma aquilo. Algumas embalagens de CD são tão bem lacradas, que às vezes chego a pensar que não sou digna de abri-lo.

Tô começando a achar que tenho TPM. Neguei isso por muito tempo. Deve ser a idade. Não suporto mais meu problemas domésticos. Aqueles problemas com minha mãe, meus irmãos e cia…

“E tu também, investigador, não és mais do que a senda e a pista da minha vontade: a minha vontade de domínio segue também os vestígios da tua vontade de verdade” (Friedrich Nietzche, Assim falou Zaratustra)

O que isso tem a ver com o que eu falei até agora? Também não sei… mas eu lembrei dessa frase e queria escrever.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h58

04/03/2006 
Coisas

Têm certas coisas na vida que eu tenho certeza que um dia vão acontecer comigo: ficar rica, conhecer a França, Morar na Itália por um ano, ser apresentadora de algum telejornal, tocar violino numa sinfônica, viver um grande amor. Também tenho certeza que um dia serei abduzida!

Toda vez que vejo uma dessas reportagens especiais me questiono por que eles só escolhem pessoas sem a mínima credibilidade para serem examinados. Putz! Com certeza o modelo da raça humana está com defeito. Eles só abduzem dono de gato, o doido da rua, a velha estranha, a vizinha metida à cigana, o gordo, o catador de latinhas… ai ai..
Cadê a oportunidade do homem médio? Pelo exemplo de pessoas que pegam, se um disco voador parar sobre minha casa, vou ser a única a ficar…e, com a sorte que eu tenho, se eles me abduzirem vou ser recebida pelo E.T mais filha da puta da nave!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 11h45
  
03/03/2006 
Suicídio
Resolvi escrever pouco a partir de hoje. Nada de textos longos… Preciso me adaptar ao mercado! As pessoas não têm paciência para ler! Principalmente no mercado de blogs que tem público segmentado…

Hoje um homem se matou. Deu em todos os jornais, rádios e tv’s de São Luís… amanhã vai estar nos impressos, com certeza! Fiquei pensando o motivo pelo qual ele fez isso… (Precisa ter motivos?) Acho que quanto mais motivos claros menos há chances de eu tirar minha própria vida. Quanto mais eu souber porquê eu quero me matar terei menos coragem de fazê-lo. Veja bem: Se eu tiver bem claro na minha cabeça o meu problema, cada vez mais clara terei a solução e descobrirei que o motivo é torpe.

Para alguém fazer isso precisa essencialmente não ter motivos. Sem motivos. Falta de motivos. Desmotivado… É isso! Precisa perder a motivação da vida…

Sandália

O que é uma mulher diante de uma sandália quebrada? Ela perde toda sua vaidade, sua elegance e fica puta da vida. Aconteceu hoje na saída do trabalho. Ela quebrou. Amaldiçoei até a minha sétima geração de antepassados. Achei que o mundo fosse cair. A cidade toda ia saber disso. Todo mundo ia olhar e rir de mim. Desejei morrer. Mas, ia dar muito trabalho. Teria que arranjar uma solução imediata para aquilo.

Fiquei pensando: arrasto a até chegar na parada, pegar o ônibus e até chegar em casa ou fico descalça? Bem, minha primeira solução foi arrastar. Comecei a me fingir de aleijada. Comecei a puxar de uma perna. Puxava, puxava… e puxava… Mas, Não deu! A sandália começou a abrir toda. Segunda solução: tirar as sandalhas. Tirei-a-as…

Parecia inevitável. As pessoas me olhavam de alto a baixo. O que fazia uma menina toda arrumada, de bolsa à tira-colo e DESCALÇA? Muito estranho. Para o homem que passou ao meu lado, me fingi de bêbada. Plena sexta-feira. De sandália na mão. Acabei de chegar da gandaia. Dei até uma cambaleada para passar credibilidade…

Para a mulher fiz de conta que tava a fim de curtir a natureza. Sentir meus pés no asfalto… hum… forcei a barra. Natureza não combina com asfalto. Pensei em me matar. Mas, o motivo era torpe demais.

As crianças! Sempre as crianças… Não fingiram achar estranho. Apenas riram de mim… Desejei matar todas… Ai! Por que logo comigo?

Empinei o nariz, fingi que não tava nem aí e cheguei em casa bem… Não morri, graças a Deus! Chegando em casa recebi uma notícia péssima…. que vai ficar pra amanhã! Acho que escrevi demais! Parabéns pra você que chegou até aqui…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 15h19

Carnaval

Nesses dias de carnaval meu coração está batendo descompassado com o ritmo da cidade…. A música que me persegue estes dias é estrela do mar:

“Um pequenino grão de areia
Que era um eterno sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela se encontrar

Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar”

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h17

11/02/2006 
Sobre Cotas…

Resolvi falar algo sério hoje! Eu sou a favor da cotas para negros em vestibulares e acho que a desculpa de que é uma auto-discriminação não passa de ideologia, usada para falsear a realidade e deixar o problema sem solução.

Outra ideologia é dizer que o problema tem que ser resolvido na educação básica e não no ensino universitário. concordo em parte com isso. As cotas não passam de uma solução emergencial enquanto não se dá uma solução definitiva para a educação básica.

Veja bem: se começarmos a resolver a situação somente pelo ensino fundamental, as crianças negras e pobres terão condições de participar de uma concorrência atualmente desleal com as consideradas brancas e ricas só no futuro.

O que fazer então com a geração atual? O que fazer com aqueles que não tiveram a oportunidade de ter uma educação digna e necessária para disputar uma vaga numa universidade? A cota é a solução! A sociedade tem um dívida social gravíssima com este povo (não vou tecer uma revolta sobre o vergonhoso regime de escravidão ocorrido no Brasil, mas, que é uma vergonha, sso é!) e deve pagar esta dívida.

O que se deve fazer então? Paralelo ao regime de cotas deve-se fazer uma reformulação no ensino básico. Quando o problema for resolvido e a população negra e pobre ganhar poder de fogo e esta geração chegar ao período de ingressar na Universidade as Cotas deverão ser abolidas.

Bom, pelo menos é isso que eu penso.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 14h57

02/02/2006 
Sextas-feiras

Tipo. Demorei pra voltar aqui.. na verdade tinha desistido de escrever! Mas, devido a alguns pedidos voltei…

Amanha é sexta e eu odeio as sextas-feiras… é raro eu sair na sexta à noite; meu status do msn sempre fica online, eu leio muito, respondo todos os emails pendentes, fuço o orkut de todos os amigos de amigos até um grau 3º de identificação;

E eu fico pensando porque eu não ponho Mozart no som e me deito pra descansar. E ponho.

Toca não so Mozart, mas também, Beethoven, Albinoni, Vivaldi, Tchaikoviski e por ai entro a noite…

O problema não é exatamente a sexta-feira, é apenas a expectativa que ela desperta. Tem coisa mais chata do que ouvir/ler a tal da pergunta “qual a boa do fds?” ? será que é tão difícil assim perceber que meus finais de semana já não são badalados ou não como eu precisaria para não ter tempo de ficar pensando besteira?!

Por que é tão difícil eu, simplesmente, ignorar que metade das pessoas vão estar fazendo algo?

Eu mesma respondo: porque isso é a prova de que eu não tenho tantos amigos próximos; e eu gosto de ter amigos por perto, SEMPRE. Grupos fúteis que estão sempre juntos fazem falta, às vezes.

Grupos legais que se juntam na sexta, saem pra jantar, beber, ver filme, montar teorias malucas sobre qualquer coisa que chame à atenção fazem falta SEMPRE.

Ai eu descubro que sou apenas uma menina com mania de solidão… que tem medo do escuro e do inseguro!

Me sentindo um peixe de água doce que depois de passar muito tempo quase sem água foi lançado no mediterrâneo [pra não ter risco de ser capturado na lagoa da Jansen e ficar por aqui.... no 3º mundo] e que mesmo com tanta água não consegue ficar quieto em nenhuma.

Houve um tempo em que eu achei que minha mãe resolveria todos os meus problemas… ate os de solidão! Depois eu descobri que mães também sofrem de solidão!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 21h02

15/11/2005 

Harriet, sou sua fã

Hoje a tartaruga mais velha do mundo, Harriet, completou 175 anos… o fato dela ser uma fêmea até que me animou!

O Guinness, livro dos recordes, considera Harriet não só a tartaruga, mas também, o animal mais velho do mundo. Os funcionários que cuidam de Harriet afirmam que ela sobreviveu por tanto tempo porque nunca botou ovos e teve uma vida sem estresse.

Conclusão: o negócio é não casar e não pôr ovos, quer dizer: e não ter filhos! Veja: ela nunca botou ovos por quê? Por que nunca teve um marido… se nunca teve um marido conseqüentemente nunca se stressou…

Harriet, sou sua fã número 1

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 13h16

14/11/2005 
Meu natal começou

Não sei se vc teve a mesma sensação, mas o espírito de natal invadiu nossa cidade hoje.. o natal é uma data que amo e odeio… sei não! prefiro não falar sobre isso agora.. só sei que aquela chuvinha que deu na manhã de hoje provocou em mim um misto de tristeza e alegria!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 17h52

10/11/2005 
Espera

Parece que ela vive como quem espera o proximo ônibus, sempre! Passa um e sente que não é nesse que deve entrar… passa outro e a cor não lhe agrada… passa um terceiro e tá muito lotado… e, assim ela vai levando a vida… sem coragem de embarcar, de escolher apenas um e se arriscar!

Riscos… risco corre o risco de deixar risco. De deixar marca.

Aí vem um outro alguém e diz: “Não se afobe não que nada é pra ja”… E pra quando é?

Lembre-me do filme “pequeno dicionario amoroso”, quando aquela personagem que só fala em números solta a seguinte pérola: No mundo existem cerca de 6 bilhões de pessoas, dessas, mais ou menos 2 bi e 400 milhoes são homens. Se na minha vida em tiver 24 namorados, o que já e uma media razoavel, a chance de eu encontrar o homem da minha vida e uma em 100 milhões! É por isso que nao acredito no amor…

bem… não sei porque lembrei disso… assisti esse filme há quase dez anos!!!

Sabe qual é? Cheguei a conclusão que o amor e uma fantasia pra mascarar o defeito do outro… sério! Presta atenção: Se no inicio de uma relação conseguíssemos perceber o defeito do outro jamais no envolveríamos… de fato: o amor é uma falácia!

Mas por que eu tô falando disso mesmo? Não sei… talvez pq o carinha voltou a insistir… eu disse NÃO pela milésima vez!

Já disse SIM na primeira… facilitei demais as coisas… Seria muita sorte dele conseguir uma segunda vez (kd a modestia dela?)

Mas, nao vou ser hipócrita: esse tipo de coisa e igual bilhete premiado: só acontece uma vez na vida e olhe lá! se acontecer mais vezes não se torna mais tao desejável… corre o risco (sic!) de se tornar um vicio… e, como minha mãe me diz, tudo de mais é veneno!

Quanto tempo dura o amor??? será verdade que o amor dura apenas 70 dias ou 32 copulas (o que vier primeiro) como dizem os pessimistas? Em outras palavras: será que o amor de fato e quantidade de esperma acumulado? quanto mais o cara solta mais perde o interesse?

hummmm acho que baixei o nível, mas, para fazer certos questionamentos eu precisava ser bem rasteira!

Polanski tinha razao… “lua de fel”…  (alguem ai ja assistiu?)
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h50

05/11/2005 
Coisas aleatorias…

Norah Jones tá tocando de novo no winamp… o nome do meu blog é em homenagem a ela, sabia? quando ela canta: I wished that I could fly away, Instead of kneeling in the sand, Catching teardrops in my hand (Eu desejei sair voando, em vez de ficar ajoelhada na areia, catando as lagrimas com as maos)…

Catando minhas lagrimas até formar um rio. Um rio que me atravessa sem medo de se afogar. Agora sim…Sei exatamente a diferença real. Aquilo tudo fazia parte de um amor insano, daqueles que não possuem forma ideal, um sentimento totalmente profano… Nele se reunia todo pecado que a humanidade cometeu com um sabor doce amargo salpicado… do tipo que nada prometeu.

Lá debaixo eu espiava a simetria através de um ângulo privilegiado. Não dá para esquecer a cinesia deste amor por nós inventado… Foi quando escorreu nessas formas a evidente prova carmesim que a partir dali a nos condenaria e, a todo amor que é feito assim.  

Acho que isso daria um poema… se eu fosse um pouquinho mais inteligente e menos emocional brotaria daí um poema…

Sinto saudades de tocar meu violino… agora sei… se eu fosse um pouquinho mais inteligente e menos emocional teria terminado meus estudos de violino…

Se eu fosse um pouquinho mais inteligente e menos emocional estava morando na Itália com meu primeiro namorado…

Se eu fosse um pouquinho mais inteligente e menos emocional ja teria me formado e nao estava protelando tanto minha formatura…

Se eu fosse um pouquinho mais inteligente e menos emocional nao teria deperdiçado aquela oportunidade de emprego e ja teria comprado meu carro…

Mamae diz que eu nunca termino o que eu começo

Meu ex namorado diz que eu adoro terminar namoro

Minha irma diz que eu nao sei o que quero da vida

Minha amiga diz que eu preciso aprender a me controlar

Meu chefe diz que devo continuar assim… e so nao desistir
O carinha que eu fiquei diz que a culpa e minha

E eu? Bem, eu nao disse nada…

Eu nunca digo nada mesmo! Se eu fosse um pouquinho mais inteligente e menos emocional, com certeza saberia o que dizer…

Preciso amadurecer… aprender a dizer o que quero!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h12

Declaração de Amor

Porque estaria mentindo se dissesse que não queria que morresse, porque quero, quero sim que morra, morra! Morra rapidamente, morra secamente, morte total, completa; que morra completamente, morra e leve embora qualquer rastro, qualquer lembrança, o mínimo indício, pista ou pegada de que esteve um dia pisando esta terra maldita; maldita porque a pisaste e não consegue perder o ranço porque, ainda que não haja memória de tua existência, ela houve, ela esteve, ela foi; e sujou tudo, manchou tudo, como aquela nódoa de fruta gostosa que estragou tua camiseta preferida, deixando uma marca, uma impressão, um selo, um cunho, um carimbo, uma mácula, um estigma, uma desonra; depois tudo mudou, ficou diferente, como uma deixa soprada pelo ator e a encenação mudou de rumo; tudo descortinado, desmascarado, insosso, insípido e inodoro, sem graça, P&B numa fotografia de paisagem. E é por essas e outras incontáveis, talvez indizíveis, que quero que vá embora, pique a mula, dê o fora, vaze, suma, desapareça; que se retire, que se afaste, que se ausente, que se oculte, que se ofusque; que embarque num trem, num balão, um transatlântico, um supersônico, um cometa; e atravesse os espaços, as eras, os mundos, terminando como nada além que um leve traço de poeira cósmica…

(Se não for assim, não serve).

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 13h00

Dia dos mortos

Hoje fui ao cemitério cedinho… dia de finados sempre me deixa intrigada… tava lotado lá! pensei: metade dessas pessoas aqui deve ser gente morta que fica caminhando pelo cemitério esperando uma visita…

Tinha uma mulher em um túmulo sentada sozinha… ela tinha cara de quem já morreu!! hummm… minha mãe disse que eu tava ficando doida!!!!!! acho q tava mesmo..

bem, fui lá para visitar meu pai… ele mora lá há sete anos… saudade…

Dei uma entrevista sobre isso no galera… vai ter até foto minha. Pegaram do meu orkut! q mico!

Meu texto tá meio infantil hoje. Acho que é a falta do meu pai… vou ficar por aqui.. xau

PS: pra variar tô na redação… é querido leitor.. tô trabalhando..
PS2: minha folga acabou… meu irmão chegou de viagem e vou voltar a andar de busão! Preciso comprar urgentemente meu carro!!!!!!!!!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h04

22/10/2005 
Arthur Rimbaud
Bal des Pendues
(fragment)
Dansent, dansent les paladins,
Les maigres paladins du diable,
Les squeletts des Saladins.
Baile dos Enforcados
(fragmento)
Dançam, dançam os paladinos,
Os magros paladinos do diabo,
Os esqueletos dos Saladinos.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 19h20

12/10/2005 
Plantão
tô de plantão em pleno feriado.. bom, pra jornalista não tem feriado afinal de contas as notícias acontecem todos os dias…

Na sexta (07/10) fiz uma coisa digna de arrependimento… não vou contar aqui não… afinal de contas não se deve contar tudo! Ter um blog é colocar publicamente as coisas que vc pensa, mas, não significa expor tudo o que vc faz!!!

Essa coisa de arrependimento não tem saído da minha cabeça… será hipocrisia dizer que nunca vou me arrepender de nada que fiz? Somente das coisas que não fiz? Sei não… É hipocrisia sim! Não tenho vergonha de dizer que me arrependo, mas, sei que se eu não tivesse feito estaria amargando um duplo arrependimento: o de não ter feito e o de não ter me dado a oportunidade de me arrepender! Complicado? Talvez… Já disse que sou complicada!

No sábado bebi um pouco dancei exageradamente na Flamingo… me filmaram e mamãe viu…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 16h41

02/10/2005 
Bandeira
Ele cantou “bandeira”! Eu cantei também.. mas não fiquei rouca! puxa vida! Quando eu era menor eu queria acidentar minha perna pra ir ao colégio com a perna engessada! rs… nunca consegui! No máximo fiz um curativo de mentira só pra ter a sensação!

Ontem tive mais uma daquelas brigas com minha mãe! Ela diz que um dia vou entendê-la… O pior é que eu sei disso! Vai chegar um dia, daqui a 20 anos, quem sabe! Que vou dizer que minha mãe era que tinha razão… mas, quero ter o direito de errar como todo mundo!

“Não quero medir a altura do tombo, nem passar agosto esperando setembro… o melhor futuro desse hoje escuro, o melhor desejo da boca é o beijo” quero viver… somente.

Gosto da tristeza, não da infelicidade! Os momentos de tristeza me deixam feliz! Estranho? Minha mãe achou muito estranho falar isso… Acho que a tristeza me faz ter gozo pela vida, me faz ter desejo de ser feliz…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h16

30/09/2005 
Zeca Baleiro

Hoje a menina até que tá feliz. Tem show do Zeca Baleiro amanhã. Tem vontade de conhecer pessoas novas. Tem vontade de cantar “Bandeira” do Zeca até a garganta não agüentar e a voz ficar rouca (será se ele vai cantar “Bandeira”?). Tudo bem! Pra ela bastam as “baladas do asfalto”.

Mas também tem saudade. Ui! Gardênia, vai começar? Hum… Pq vc não manda um recado pra mim? Ok! Sou moça de palavra! Escrevi… Acho que ele vai gostar… opa opa opa opa… bum! voltei!

“Não quero medir a altura do tombo”… “O maior desejo da boca é o beijo”…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h09

20/09/2005 
Se essa rua…
Se Essa Rua Fosse Minha
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h51
 

30/08/2005 
Os meninos

Drão os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão

“Quem poderá fazer aquele amor morrer?”

Hoje está completamente diferente de ontem… completamente! Hoje é aniversário de Livinha… vou dar uma passadinha na casa dela à noite… pra dar um abraço!

Hoje não tem texto bonitinho e criativo

Hoje tô meio assim… letárgica

Hoje só quero ficar quietinha
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h29

29/08/2005 
Alegrias

É realmente coisas boas acontecem… Consegui um estágio em lugar onde eu nem imaginava que sabiam meu nome… Legal né? Pois é! Hoje, por exemplo, meu irmão viajou e o carro ficou comigo, bom né? Sabe qual a primeira coisa que eu fiz? Antes de ir trabalhar fui à praia, assim… bem cedinho, tomei uma água de côco na lagoa e caminhei durante uns dez minutos, pra não suar e chegar cheirosinha no trabalho…

Pensei… pensei que pensei… Não reclamo da minha vida não… eu só quero amar… E por falar em amar… ainda sinto saudade… Calma! Não tem nada a ver com minha antiga obsessão! É uma saudade gostosa. Do tipo: Ele bem que podia estar aqui comigo… Ainda gosto dele, mas…

Cara valente

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente

Mas, veja só
A gente sabe

Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior

Vou ficando por aqui…  xau

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 07h37

28/07/2005 
Esperança

Esperança? Sei não. Passei a considera-la como um dos males da ilusão contidos na caixa de Pandora e, por isso mesmo, como disse Nietzshe “de agora em diante, a morada da alma só pode ser construída com firmeza na sólida fundação do mais completo desespero”. Não procure entender. Nem eu mesma me entendo. E é improvável que exista alguém nesse mundo que consiga entender a si próprio. Seria necessário que se realizasse o desejo arquimediano, só que trazendo para o meu caso: deveria haver um ponto fora de mim para o qual eu pudesse me transportar e de lá pudesse me analisar.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h04

25/07/2005 
Olha o olho

hj li um texto na internet… lindo… parecia q Ziraldo estava fazendo um resumão da minha vida… olha só

(…)OLHA O OLHO DA MENINA – Ziraldo

Menina crescia escutando que não adiantava mentir porque Mãe sempre sabia.
Mãe dizia que lia na testa da Menina, e que só Mãe sabia ler testa.
Menina tentava tapar a testa com a mão na hora de mentir.
Mãe achava graça. Muita graça. E continuava lendo assim mesmo.
Menina precisava entender como essa coisa misteriosa acontecia.
No espelho do banheiro, mentia muito em silêncio.
E na testa, nada escrito! …
Aí, Menina descobriu que Mãe também mentia.
E que então não era testa era o olho, com um brilho diferente – que entregava a mentira.
Menina então tentava fechar o olho com força, para esconder a mentira.
Mas nem isso resolvia, pois Mãe sempre adivinhava.
Menina tinha era que aprender a fingir de olho aberto, que mentira era verdade.
Menina tentou, tentou… e aprendeu.
Era essa a solução.
Mas de noite, Menina ficava apertada por dentro.
Assim meio sufocada, não podia nem piscar.
Com o olho muito aberto, não conseguia dormir.
Faltava ar pra Menina.
Igual quando a gente fica quase sem respirar rindo de uma cosquinha. Só que não tinha graça.
Menina – sem querer – tinha descoberto a Consciência, uma coisa que toma conta da gente mesmo quando Mãe não está lendo a testa, nem adivinhando olho.
Menina tinha aprendido que ter que fingir doía.
E que desse jeito ia ficar muito sem graça ser gente grande.
Menina desistiu de crescer.
Mas não adiantava.
Menina via que agora já estava quase da altura do móvel da sala da vovó.
E ficava muito triste, o aperto apertando mais.
E de tanto que o aperto apertava, Menina achou que fingir só podia doer
tanto porque era dor sozinha.
Menina teve uma idéia. E ainda não sabia se era idéia brilhante.
Mas sabia – isso sim – que precisava testar, pra conseguir descobrir.
A idéia da Menina foi dizer para Mãe que era difícil fingir.
Menina achava ruim aprender montes de coisas sem dividir com ninguém.
Menina falou pra Mãe que era muito complicado e que não era nada bom ter que crescer sozinha.
Mãe abraçou muito apertado a Menina. E no colo tão esperado Menina estava sendo mãe da Mãe.
Menina sentiu que mãe estava chorando.
E que Mãe ainda não tinha aprendido tudo.
Mãe não falava nada Mas uma e outra sabiam naquele abraço apertado que em Mãe também doía ser gente grande sozinha.
Nessa hora Menina entendeu tudinho.
Descobriu que só carinho é que espanta a solidão.
E que a dor, se dividida, fica dor menos doída.
E que aí, dá até vontade de continuar a crescer, pra descobrir o resto das coisas.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 07h42

20/07/2005 
Dia estranho
Ontem foi um dia tão especial quanto estranho. Pareceu-me um ponto situado no tempo e no espaço que vinha interligar diversas situações. De místicas a corriqueiras. E, que pareciam querer me comunicar algo. Tudo começou comigo, no alto da minha sapiência, conseguindo apagar todos os meus contatos do msn. Parece corriqueiro, não é? Pois para mim há algo muito mais sinistro e profundo neste fato… Deixo pra lá esse fato que somente as ciências ocultas da computação podem explicar… Mas também teve momentos especiais. Teve eu, Ni, e Vanvan tomando Brahma, comendo quibe e roubando camarão seco no mercado da Praia Grande. Falando abobrinhas e brindando a nós mesmas. Pensaí: eu tomando cerveja no balcão da feira e comendo camarão seco… Teve até um rapaz (acredito que percebendo nossos furtos de camarão) nos oferecendo para partilhar do seu camarão (comprado! Rs)…

Duas cervejas e já não estava mais em mim. Eu e Ni resolvemos descer pra beira mar e ficar esperando o sol se pôr. Era mágico ver a água bater na arrebentação e ouvir aquele barulhinho de mar. Lembrou nossa infância em que colocávamos o ouvido na concha e ficávamos com saudade da praia. Lentamente o sol de aproximava do mar e uma cor vermelha tomava conta do céu… Era primeira noite de lua cheia… Foi especial. Foi único. Quando acabou ficamos letárgicas e permanecemos assim por alguns segundos preciosos. Foi quando olhamos para os lados e vimos a escadaria lotada de pessoas compartilhando da mesma cena mágica.

De volta à realidade: tomei meu ônibus e Nívia tomou o seu. Outro fato do acaso: no banco meu lado estava um rapaz negro, alto, magro e com traços familiares, que me fitou atentamente e com certo receio sussurrou meu nome: – Gardênia… Ainda titubeei, mas, olhei para o lado e, como num estalar de dedos, lembrei seu nome e falei: – Marcelo… Sim! Sorrimos! Há dez anos não nos víamos. Estudamos até a oitava série juntos e seguimos caminhos totalmente diferentes: cursei meu segundo grau, entrei na faculdade e ele virou flanelinha. Sim! Ele agora trabalha como flanelinha na rua da paz… No decorrer da nossa conversa sentimentos se alternavam em mim: ás vezes eu sentia pena dele e às vezes (muitas vezes!) eu sentia pena de mim. Ele disse que também assistiu ao pôr-do-sol pela janela do ônibus e agradeceu a Deus por ter podido ver. E eu, ao assistir também, questionei a existência de Deus.

Chego em casa e encontro minha mãe doente porque foi atacada por um rato. Um rato! “Um rato do tamanho da zuca” (minha gatinha). Essas foram suas palavras. Ela se desequilibrou na luta contra o roedor e acabou por bater as costelas no tanque. Seria cômico se não fosse trágico. Narrar a luta corporal travada entre minha mãe e o camundongo seria interessante, mas, uma senhora de mais de 50 anos não pode se expor a este tipo de situação. Como para ela em tudo que nos acontece há algo de místico com esse fato não foi diferente: – É coisa mandada! – vociferava. Sei não! Quando eu digo que esse dia foi tão estranho quanto especial você ainda duvida…
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h18

18/07/2005 
Coisas e dores
Essas coisas sobre a dor realmente não saem da minha cabeça, principalmente depois de um papo no msn com Wagner e Nívia.

O oposto da dor seria a ausência desta ou a sensação de prazer? Qual seria a forma da dor? A dor é ao mesmo tempo tão abstrata e tão concreta… Para os hedonistas somente as sensações corpóreas são reais. Para Hannah Arendt a ausência de dor é apenas a condição física necessária para que o indivíduo sinta o mundo. Somente quando o corpo não está irritado, e devido a irritação voltado para dentro de si mesmo, podem os sentidos do corpo funcionar normalmente e receber o que lhe é oferecido.
A ausência da dor (neste caso a consciência de falta de dor) geralmente só é “sentida” (como prazer) no breve intervalo de tempo entre a dor e a não-dor; mas, a sensação que corresponde ao conceito de felicidade do sensualista (sexualmente falando) é o alijamento da dor, e não sua ausência. A intensidade de tal sensação é indubitável; na verdade somente a sensação da própria dor pode iguala-la.

O que vicia alguém em remédios com concentrados de morfina? E o prazer sexual? talvez seja essa busca: prolongar o pequeno espaço de tempo entre a dor e a não-dor suprimindo essas duas fases intercaladas pra sentir somente o prazer….
O que dói em mim é ser sozinha mesmo… é sentir dor sozinha… Dor na alma (como disse Nívia no msn)… Mas, ainda bem que faço parte do rol das pessoas interessantes (não é Wagner?)
Bjos…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 11h07

15/07/2005 
Medo

Certo! Evitei voltar aqui tão cedo por medo de cair numa armadilha. Armadilha do meu coração. Como eu prometi não falar mais, não vou mais falar. Só que tá doendo. E muito!Acho que isso eu posso dizer… Estava lendo sobre Marx e eu vi uma citação dele que ficou martelando na minha cabeça durante horas não sei porquê… “o ideal não é senão o material traduzido e transposto na mente do homem”… ah! deixa pra lá…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 15h33

10/07/2005 

Ne me quitte pas
(Música no áudio agora: ne me quitte pas – Maysa). É né?! E o pior que é… Nego-me o óbvio. Sempre! Cessaram. Cessaram? Desde ontem ele não liga. Acho que as ligações cessaram. Por que teimo em querer saber os motivos e as razões? Aí fico me olhando no espelho com aquela cara de: anh?!!? E com aquela cara de: quais serão as próximas cenas? Depois de conversas sem sentido no telefone. Conversinhas confusas no msn. Conversinhas recheadas de interjeições. Conversinhas vazias que pareciam querer somente garantir a fala e a atenção do outro ou no telefone só pra não esquecer o tom da voz. Querer ser sombra da tua sombra. Sombra do teu cachorro. Sombra da tua mão. (Música no áudio agora: don’t know why – Norah Jones). Tem vontade de buscar refúgio. Tem vontade de buscar auxilio. Tem vontade de achar um norte. Ou pelo menos uma direção. Nem que seja a direção errada. Mas, uma direção. E não era pra ser assim. Menina inteligente. Sempre fria e calculista. E não é irônico? É. Noite passada dormi nada. I waited’till saw the sun ( esperei até o sol raiar). Pra eu olhar pra ele e ele olhar pra mim. Pra esperar que ele diga alguma coisa. Ele acabou me dizendo o óbvio que insisto em negar. Something has to make you run (deve ter algo que te afugente). Me sinto vazia como um céu sem estrelas. Ontem passei duas vezes na frente no seu apartamento. Ele nem sonha com isso. Jamais diria. Fiquei dirigindo à beira mar durante horas. Esperando o telefone tocar. Quando eu vi o final do dia. Desejei sair voando. Em vez de ficar ajoelhada catando as lagrimas com as mãos. Não é à toa que o nome deste blog é “teardrops”. São lágrimas que cato com as mãos. Lágrimas petrificadas. Lágrimas de solidão…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h47

05/07/2005 
Meio eu

Hoje amanheci, meio ontem, meio amanhã, menos hoje (acho que li isso em algum lugar). Essa mania de ser mais o que passou e o que estar por vir, me faz ser menos o hoje. Resolvi voltar aqui porque lembrei que hoje faz um mês que eu disse que tinha acabado. O que angustia mais é não saber se ele foi pra São Paulo ou se ainda está aqui. E se foi, será se vai voltar? O que angustia mais é essa falta de coragem de ligar. O que angustia mais é esse orgulho excessivo. Deixa pra lá…

Meus olhos… que não olham… que não vêem… que não tocam mais você!

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h34

04/07/2005 
Porre
Ok! É certo que não tomei veneno (são brás ui!), nem mesmo me embriaguei. Mas, o final de semana  foi um porre! Estou começando a odiar o final de semana e rezar pra segunda chegar. Os finais de semana estão me deixando deprimida, pois, começo a lembrar dos finais de semana em que passei conversando bobagem. Indo pro cinema. Comendo sanduíche e tomando coca diet (ele só toma coca diet!).

Mas, isso tudo passou. Foi tudo tão rápido e sei que nada do que foi será! Estou com medo de começar a me arrepender das coisas que eu não fiz. Ou, das coisas que fiz exageradamente (sou sempre exagerada). Amo exageradamente. Me entrego exageradamente e me machuco exageradamente.

Meus finais de semana estão agora assim: tem brincadeira com sobrinho. Tem Hannah Arendt. Tem Edgar Morin. Tem Pierry Bourdieu. Ah! Não esquece que tem roupa pra lavar.

O domingo a noite tem meus sonhos: Vontade de viver para meu violino. Vontade de fazer mestrado e doutorado em Portugal. Vontade de viver para a lexis e esquecer a práxis.

Segunda de manhã tem vontade de ficar dormindo mais um pouquinho. Tem vontade de ganhar mais dinheiro. Tem tédio. Tem solidão. Claro, que isso antes do café da manhã. Por que depois tem a realidade. Nem que seja esse simulacro de realidade. Que dói e dói.

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h20

02/07/2005 
Condicionado
Descobrir que sou um ser condicionado não é lá muito legal. Sinceramente, acredito que o que faz o homem infeliz é ele tomar consciência de si. Veja só os animais. Ele não raciocinam (não como nós humanos, seres superiores, definimos o raciocínio), não tomam a si próprio como um objeto de estudo e nem ficam fazendo conjecturas sobre a sua própria existência como animais sociais ou políticos (Aristóteles deve se revirar na cova, ui!). O que eu quero falar é bem simples. Talvez alguém do senso comum já tenha até chegado a essa conclusão. A partir do instante que sei quem eu sou e tomo consciência das minhas limitações e isso me faz infeliz porque não consigo transcender a isso. Ou talvez não sejamos tão limitados assim, nós é que ainda não descobrimos o caminho para a verdade da natureza humana (desculpa Hannah Arendt!).

Viva a Ignorância! A única fonte de felicidade… 

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 12h18

24/06/2005 
Monografia
Estou muuuuito feliz hoje!!! Ester Marques aceitou meu convite para ser orientadora da minha monografia. Não era pra menos! Eu apelei legal… Mandei um e-mail altamente convincente. Olha só: (logo abaixo vem a resposta dela)

Olá, querida professora…

Não leve a mal o “querida” a intenção aqui não é bajular, mas, demonstrar um afeto verdadeiro. Certa vez eu li a seguinte frase: “liberdade é poder escolher aquilo que não existe” na altura não havia entendido muito bem o que ela queria dizer e acho que ainda não a entendi em toda a sua essência. Se não existem as relações amorosas que queremos, se não existem as amizades que desejamos, se não existem a justiça social, a política, a solidariedade, a bondade e a humanidade de que tanto precisamos, façamos com que elas existam, façamos a diferença. Aceitar as coisas como as encontramos não nos engrandece, nem reclamar e esbravejar aos quatro cantos sem tomar uma atitude correta resolve alguma coisa. E na busca por melhorar o mundo e as pessoas, inclusive e principalmente, nós mesmos, sempre nos ajuda encontrar bons amigos, como eu encontrei alguns. Você deve estar se perguntando onde estou querendo chegar com toda essa balela. Bom, um objetivo eu tenho, mas, não quero revela-lo agora. Adianto-lhe, outrossim que, não obstante, sou uma aluna normal (um pouco louca, talvez, porém nada que afete a convivência pacífica na sociedade) e que não faço parte do rol da brilhantes e muito menos das desleixadas (Nossa! Essa foi uma expressão típica da minha mãe. Não nego minhas raízes). Continuando com meus devaneios: foi nessa descoberta do verdadeiro sentido de liberdade que me deparei com o livre arbítrio na escolha da minha orientadora de monografia (opa! Acho que estou adiantando as coisas. Mas, já que tá dentro deixa. E, como diria sabiamente Ester Marques, relaxe e goze). É isso aí… Já entendeu né? Pensei num pedido formal (escrito e impresso, assinado em quatro vias) ou mesmo oral (pelos corredores da academia). Mas, resolvi faze-lo por e-mail como uma menina pós-moderna que sou. Aliás, precipitado definir-me assim, pois cada vez mais me descubro iluminista. Já sei! Você vive ocupada, está cheia de orientandos, vai viajar e, além do mais, não sabe nem quem é essa tal de Gardênia que está escrevendo este e-mail. Vou dar algumas pistas: Faço cadeira de Comparada, fiz análise do discurso da Companhia Barrica, tenho cabelo comprido e preto… Acho que já está bom. Não quero prender-me à minha aparência. Já me localizou nos arquivos do seu consciente? Que bom! Quanto à sua falta de tempo. Isso não será problema. Vou inscrever-me na monografia somente no início ou no meio do ano que vem. Estou me precipitando? Talvez. Mas, já quero garantir minha orientadora. Será se já posso ter essa certeza? Espero que sim. Outra coisa: meu viés vai ser sobre cultura (claro!) e estou pensando em dar continuidade aos estudos sobre a companhia barrica, mas, suas sugestões serão para mim preciosas. Quanto à questão “liberdade é poder escolher aquilo que não existe”, o que não existe aqui é: uma orientadora com tempo e uma resposta satisfatória. Mas, escolhi algo que AINDA não existe e acredito  que farei existir…
Obrigada pela atenção e aguardo ansiosa por sua resposta.

Sua aluna e futura orientanda (uau!)

Gardênia Holanda Maciel

RESPOSTA:

Querida Gardênia,

Adorei a sua mensagem e você conseguiu convencer-me como orientanda. Fiquei literalmente rendida. Ok, eu topo, vamos a isso… que tal conversamos na segunda?

Um cheiro grande do fundo do coração do peito esquerdo…

Ester

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 11h51

22/06/2005 
Sem definição
Frustração. Decepção. Arrependimento. Não sei exatamente que palavra definiria o que ela está sentindo agora. Esse problema que ela tem de não conversar sobre as coisas que ela sente é definitivamente crônico. Ele bem que tentou conversar, mas, ela manteve-se calada. Preferia deixar o dito pelo não dito a ter que se declarar. Quando decidiu fazer isso já era tarde demais. Ela tem a sensação de que vai ser sozinha pelo resto da vida. Você deveria ter me avisado que para namorar você eu precisava ter uma bola de cristal e uma toalhinha para lustrar. Isso é verdade. Ela não avisou isso. Ele disse que vai embora da cidade. Essa frase foi um punhal. Ele vai embora. Não haverá mais chance? Não, não haverá! Ela desligou o celular e só vai ligar quando ele já estiver bem longe da cidade. Não acha que está certo isso, mas, é uma defesa. Se ela deixar ligado e ele não ligar, vai se sentir frustrada.

Don’t Cry
Guns N’ Roses
Talk to me softly
There’s something in your eyes
Don’t hang your head in sorrow
And please don’t cry
I know how you feel inside
I’ve been there before
Somethin’s changin’ inside you
And don’t you know

Don’t you cry tonight
I still love you baby
Don’t you cry tonight
Don’t you cry tonight
There’s a heaven above you baby
And don’t you cry tonight
(Não chore

Converse comigo suavemente
Há algo em seus olhos
Não baixe sua cabeça em tristeza
E por favor não chore
Eu sei como você se sente por dentro
Eu ja passei por isso antes
Algo está mudando dentro de você
E você não sabe

Não chore esta noite
Eu ainda te amo, Baby
Não chore hoje a noite
Não chore hoje a noite
Há um paraiso acima de você, Baby
E não chore hoje a noite)
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 09h44

17/06/2005 
Putz

Não sei nem o que pensar! Estou ouvindo aquela música milagrosa do creed… (one last breath) e não sei se estou feliz ou se estou triste! Ontem ele me ligou novamente. Quer dizer hoje, de madrugada. Bêbado. Nunca conseguiria imagina-lo bêbado. Não quero mais pensar sobre isso não. Essa história ta me deixando confusa… Quando eu começar a entende-la voltarei a ela…

Por Favor venha agora
Eu acho que estou caindo
Estou me prendendo a tudo
Que penso ser seguro
É como se eu procurasse uma estrada
Para seguir em frente
E estou tentando escapar
Eu me assustei quando escutei o trovão
Mas estou indo para o último suspiro
E com isso deixe me dizer
Deixe me dizer

Abrace me agora
Estou a seis passos do precipício
Estou pensando
Talvez sejam seis passos
Mas não estou tão em baixo
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 07h53

15/06/2005 
Arrependimento
Um dia arrependimento ainda vai matar um. Sabe aquele tipo de coisa que de tanto ser falado acaba virando fato? Pois é… Uma delas é “se arrependimento matasse…” E quando o arrependimento fizer sua primeira vítima as pessoas vão pensar melhor antes de agirem precipitadamente ou então terão mais atitude e não irão se arrepender de não terem feito alguma coisa. Não vai ser pela omissão que eu vou morrer. Eu tentei. Pedi uma chance para conversarmos. Ele até topou, mas, acabou não me ligando. O silêncio pra mim foi a melhor (ou a pior!) resposta. Quer dizer: foi a resposta cognoscível, inteligível, sei lá. Ele merecia essa vingança. Pronto! Acho que já estamos quites e cada um deve seguir seu rumo…  

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h35

10/06/2005 
ANIVERSÁRIO

Comecei a postar no meu flog assim: Sei que um post de aniversário (24 anos!!!!!)deveria ser especial e deveria apresentar uma foto especial ou pelo menos inédita, mas, meu espírito não tá lá muito inédito não…

A minha vida tem uma capacidade incrível de dar reviravoltas alucinantes… Coisas que só acontecem comigo mesmo… Bom, sei que aqui posso ser um pouquinho mais profunda. Vamos lá: O que seria profundo de fato na minha vida? Sei não. Consigo dar dimensões gigantescas a coisas que ninguém dá tanta importância e consigo ser desleixada com coisas importantes para pessoas normais… Minha mãe sempre diz isso. Só que em outras palavras. Tenho agora 24 anos! Tenho 365 dias pra me acostumar com essa nova idade. Bem! Quando mal isso acontecer vou estar trocando de idade novamente. Que sina é essa da humanidade. O tempo é a única coisa que não chega atrasada. A única coisa exata.

Algumas histórias são tristes! Aliás! Todo mundo tem uma história triste pra contar. Eu tenho. Vc tem. Nossas histórias são tristes muito mais pelo que elas omitem da nossa realidade contida, do que elas podem representar da tristeza convencional, literal… (acho que eu li isso em algum lugar!). Não poderia ter criado isso na minha cabeça. Continuando. Acha isso dúbio? Talvez sim. Mas, a vida é dúbia (a única coisa exata é o tempo, lembra?). Tudo é dúbio. Assim como é certo que nada existe em nossos dias que não seja marcado pela incerteza. Discorda? Pensa comigo: Procure ao redor. Se descobrir algo, coisa ou sentimento eu mereça o rótulo de certeza absoluta, me avise.

Na verdade, o que existe é um dualismo latente entre tristeza e alegria. Observe-os no contexto geral. Não como pontos antagônicos, opostos, mas como sentimentos interligados. Princípio e fim. Parte e todo. Bem e mal. Amor e ódio. Homem e mulher. Um sobrevivendo em função do outro. E não opostos (não existira som se não houvesse o silêncio, não haveria luz se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim: dia e noite, não e sim).

Também acho que é possível fazer o bem praticando o mal. E ser humanamente mal. Mostrando-se uma inquestionável pessoa de bem. Sem premissas e sem retóricas. Foi o cinema americano quem nos fez acreditar nesses maniqueísmos baratos. Nos fez acreditar que em sentimentos puros. Aquela idéia do mocinho e do bandido. De que existem pessoas 100% boas e 100% más. Ah! Me compre um bode! Isso não existe. Eu não acredito na máxima que afirma: “ninguém pode servir ao bem e ao mal”. Isso é besteira. Desculpa. Demagogia. Todos somos assim e fazemos isso sempre. Na prática da vida, ou na vontade mais ocultas. Reprimidas, mas não mortas. Apenas mantidas em estado de hibernação. Reservas de desejos escuros que largamos encostados num canto de nossa alma. São como objetos antigos guardados no sótão. Se não é para usa-los um dia, por que não o jogamos fora?

Eu gosto de gente assim: que tem tristeza e alegria coexistindo de forma integral. Seres dúbios. Que resolvem se permitir maldades para não deixar a vida passar sem que desfrutem o seu mais precioso bem: o prazer. Ai! Ta bom. Me alonguei. Esse meu post de aniversário foi além da conta. Não sei onde eu iria parar se eu continuasse escrever.

Ok… tchau…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h35

09/06/2005 
Mania e cadeia

Eu minha mania de escrever tudo ainda vamos parar na cadeia juntas. Todos os dias estouram bombas na minha casa, no meu trabalho, na minha faculdade, nos meus relacionamentos. Ainda bem que essas bombas não estouram juntas. Elas têm a delicadeza de se revezarem. Um dia uma. Outro dia outra. E assim eu vou vivendo. Terminei meu namoro praticamente na véspera do dia dos namorados e praticamente na véspera do meu aniversário. Nem sei se ele lembra que amanhã é meu aniversário. Enfim… O que importa agora!?! Todas as minhas amigas dizem que foi loucura. Sei não! A minha mania de chutar o pau-da-barraca também vai parar na cadeia junto comigo… Pelo menos não vou só! Confesso que sou meio drástica. Mentira! Sou completamente drástica. Impulsiva. Imediatista. E todos os desdobramentos que essas palavras trazem consigo.

Ah! Com relação a escrever tudo… Vou deixar para um outro capítulo… Tenho que trabalhar…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 07h40

06/06/2005 
Wine

É verdade. Meu coração está encharcado de vinho. Estou catando minhas lágrimas com as mãos… Saudade. Saudade dos poucos minutos juntos. Saudade das parcas ligações. Saudade das brigas.
“A gente se magoa à medida que a gente se doa”………………………………………………………….
 
Ela não é uma menina excepcionalmente linda. Não é uma menina especialmente feia. É apenas um menina no alto dos seus 23 anos. Aliás uma mulher. Mulher que desde seus 15 anos já deu vários tropeções na vida e por isso já se considera na idade mental de 90. Mas, ela não pode demonstrar isso pra ninguém não. vão chamá-la de anciã por aí. Então, sabe o que ela faz? Inventa uma personagem. Se inventa todos os dias. 
 
(…)
Don’t Know Why
Norah Jones
Don’t know why

I waited ’til I saw the sun
I don’t know why I didn’t come
I left you by the house of fun
I don’t know why I didn’t come (2x)

When I saw the break of the day
I wished that I could fly away
Instead of kneeling in the sand
Catching teardrops in my hand

My heart is drenched in wine
But you’ll be on my mind
Forever

Out across the endless sea
I would die in ecstasy
But I’ll be a bag of bones
Driving down the road alone

My heart is drenched in wine
But you’ll be on my mind
Forever

Something has to make you run
I don’t know why I didn’t come
I feel as empty as a drum
I don’t know why I didn’t come (3x)

Don’t Know Why – Eu Não Sei Porquê

Eu esperei até o sol raiar
Não sei por quê eu não fui
Deixei você ali, onde você gosta de estar
Não sei por quê eu não fui (2x)

Quando eu vi o final do dia
Eu desejei poder sair voando
Em vez de ficar ajoelhada na areia
Catando as lágrimas com a mão

Meu coração está enxarcado de vinho
Mas você vai estar na minha mente
Pra sempre

Lá longe, mo meio do mar sem fim
Eu morreria em êxtase
Mas em vez disso, virarei pele e osso
Dirigindo pela estrada sozinha

Meu coração está enxarcado de vinho
Mas você vai estar na minha mente
Pra sempre
Deve ter algo que te afugente
Não sei por quê eu não fui
Me sinto vazia como um céu sem estrelas
Não sei por quê eu não fui (3x)
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 11h30

Sonho
Voltei pelo menos 15 anos! Era isso… Aquela parte da cidade ainda estava com poucos prédios. Mas, a minha aparência era de quando eu tinha 17 anos (estou com 23!), meus cabelos estavam encaracolados e meu semblante refletia muito menos dor do que hoje.  Fui procurar emprego num shopping que, aqui não era mais um shopping e sim em hospital. Parecia um hospital no qual eu havia trabalhado há um tempo atrás.

- Você quer ganhar um extra? Vem à noite e tira plantão no laboratório lá em cima – dizia a garota que estava me passando o serviço. Ela estava incorporada na secretária do meu irmão, só que parecia mais esperta. – Paga-se muito mal aqui! – continuava ela – Vai lá e combina com a secretária…- Fui lá. Combinei pra ganhar um extra. Tava sentindo uma solidão além do normal. Esse negócio de poder voltar no tempo (apesar de não ser tanto tempo assim!) estava me deixando depressiva.

Saindo de lá e como eu tinha o restante do dia de folga, resolvi ir ao prédio onde trabalhava (ou trabalhará!) aquele que seria meu namorado dali a 15 anos! Ou seriam 10 meses já que ele estava na cidade há apenas 10 meses? Mas, estas confusões temporais não estavam me perturbando. O que de fato me perturbada era a possibilidade de vê-lo antes do nosso relacionamento acontecer e já sabendo que nos apaixonaríamos… O prédio estava estranho. A aparência era de novo, mas, estava estragado. Já encontrei o elevador lotado de pessoas assustadas. Algumas pessoas iam penduradas e as outras, que conseguiam um lugar privilegiado rodavam uma manivela que impulsionava o elevador. Meu Deus! Ele era à manivela! Ao chegar ao último andar desço eu e uma garota. Meus outros companheiros que rodavam a manivela comigo resolveram ficar. Depois fui perceber que todos aqueles eram espíritos de pessoas mortas. Ou talvez eram pessoas daquela época já que eu era a invasora temporal!

Chego à porta. E lá está aquele nome conhecido daquela empresa tão conhecida por mim. A garota que desceu comigo também parou na porta e fez menção de abri-la e, antes que o fizesse perguntei o que ela iria fazer ali. – Vim falar com meu noivo. – É engraçado como é a comunicação nesse tipo de situação. Estremeci por dentro, pois já sabia quem era o noivo. Respirei fundo e falei: – Olha, você não sabe mas eu voltei no tempo. Então saiba que daqui a 3 meses você vai terminar o noivado com ele e vai embora daqui. Estou só te avisando não tome isto como um desaforo. Eu e ele vamos nos conhecer e vamos nos apaixonar depois. – Ela em momento algum imprimiu surpresa na sua face. Apenas sorriu e disse: – Olha, você não sabe, mas eu sou o fruto de um pensamento muito forte que você teve. Eu já não quero mais ficar por aqui mesmo. – Disse isso e sumiu. Ele jamais se apaixonaria por um tipo daquele. Minha imaginação tinha que faze-la um pouquinho mais feia para que eu me sentisse um pouquinho melhor.

Ao abrir a porta não me deparei com um escritório, mas, com uma enorme cobertura. Havia várias pessoas dentro e em volta da piscina. Eu estava no meio de uma festa. Bebidas, gargalhadas, músicas, sons de copos tilintando. Num dado momento eu o avistei. Estava sentado numa cadeira alta à beira da piscina. Como se fosse um salva-vidas (o que de fato ele era pra mim!). Olhava para o horizonte como quem estivesse preocupado, mas, seu semblante era tranqüilo e um bom observador notaria até um leve sorriso no canto esquerdo da boca. Estava um pouquinho mais gordo e mais moreno que o normal. E como se o ar me faltasse respirei fundo. Fiquei letárgica por alguns segundos. Será que ele me reconheceria? As almas gêmeas sempre se reconhecem? Ou será preciso um ponto marcado no tempo e no espaço para que isso ocorra? Uma onda de pavor me invadiu. Estaria eu precipitando as coisas? Me aproximei. Em câmera lenta ele virou na minha direção e, como um perfeito anfitrião, me deu boas vindas. Pegou na minha mão e sorriu. – Você não sabe – pensei – mas eu voltei no tempo e daqui a 15 anos (ou seriam 10 meses?) iremos nos apaixonar. – Fiquei repetindo isso em pensamento e fitando-o durante horas querendo abraça-lo. Ele parecia tão indiferente a mim. Isso me machucava muito. Foi quando ele veio na minha direção e disse: – Você não sabe, mas eu sei mais do que você imagina. – E como numa corte cinematográfico me vi no meu tempo, na minha cama e com os mesmos problemas….
Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 08h54

01/06/2005 
Crônica do amor..
olha só esse texto:

Crônica do amor…

Ninguém ama outra pessoa
pelas qualidades que ela tem, caso contrário os
honestos, simpáticas e não fumantes teriam uma fila
de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por
magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem ou é fã do Caetano.
Isso são só referencias, que tornam a pessoa mais atraente,
mas não se ama por isso.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento
(angústia) que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você escreveu dúzias de cartas (mensagens) e ela (e) não respondeu,
Você tentou conquista-la (o), mas simplesmente ela (e) não quis.
Você gosta é clássico, calmo, ameno e ela, tumultuada, agitada.
Você prefere a sombra, o frio e ela têm alergia; prefere o sol a praia.
Vocês são muito parecidos, mas ao mesmo tempo muito diferentes.
Você abomina o Ano Novo ela detesta o Natal, muitas vezes o gosto de vocês não
é igual, mas às vezes se tornam totalmente cúmplices.
E, então?

E então que ela tem um jeito
de sorrir que te deixa imobilizado, o beijo dela é
mais viciante que LSD, ela adora brigar com você
e você adora implicar com ela .
Você ama aquela petulante.
Você não consegue mais viver sem ela.
Você ama assa mulher.
E esse homem?

Ele diz que vai ligar e não liga,
Age com indiferença quando te vê
Ele é meio enrolado, é tido de complicações.
É demasiadamente um caso sério.
Mas ainda assim, não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele te toca você esquece do mundo,
quando ele encosta o corpo no seu, você se empalidece, se derrete.

Ele é um tanto quanto ausente, é cheio de afazeres.
Às vezes não tem tempo nem para atender ao telefone,
Tem que dividi-lo com o mundo.
Ele é reservado, inflexível, às vezes frio e calculista.

Porque insiste em desejá-lo em querê-lo?

Não pergunte para mim minha cara.

Você é inteligente.

Você é assim; Lê livros, revistas, jornais, gosta de viajar,
gosta de badalação, é bonita.
Seu cabelo nasceu para ser sacudido.
Num comercial de xampu o seu corpo tem todas as curvas no lugar, além de tudo é independente, tem muitos amigos, vai a muitos lugares, gosta de ouvir música e principalmente não se prende facilmente…

Mas o amor ah o amor,
o amor muda o mundo,
o amor muda tudo
Deixaria o seu jeito de ser, os seus vários amigos por um amor tão inusitado?

Há deixaria, não consegue mais mandar em você, não é mais dona dos seus atos.
Está dominada.

Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda+você inteligente=dois apaixonados.
Não funciona assim, o amor está além e aquém de tudo isso.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta o SPC.
Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, homens lindos e mulheres geniais têm as pencas,
Pessoas compreensivas, pacíficas e desenroladas sem um passado marcante, ta assim ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito do amor de sua vida!
Independente de como seja, do que faça é insubstituível você simplesmente ama, não há defeitos e nem imperfeições.
bom né?

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 10h52

30/05/2005 
Segundas-feiras

As segundas eu sempre amanheço assim… sei lá… querendo que o mundo me esqueça ou querendo esquecer o mundo. Fico com vontade de desligar o celular pra que ninguém me ache. Claro! Sinto isso antes das sete da manhã, porque a partir daí fico rezando pro meu telefone tocar e pra pessoa que tô esperando me ligue…

Não sou de dar uma de vítima não… não é do meu perfil fazer isso. De fato não sou do tipo: “ninguém-me-entende” ou “tá-todo-mundo-contra-mim”. Sei que a culpa é minha. Sei que não sou santa (como diria Ana Carolina) E sempre vou na cara dura mesmo…

Escrito por Gardênia Holanda Maciel às 07h36

28/05/2005 
Anomalias

Sinceramente, acho que tenho alguma anomalia que a psicanálise deve ter um nome, a psiquiatria, um remédio e a igreja, uma penitência… Sério! Mas, acho que no fundo no fundo o meu problema pode ser pura questão de falta de sorte ou simples falta de persistência, ou seja, nada que a ciência possa resolver de imediato. Em outras palavras: a ciência não entende nada de garotas como eu.

Ao mesmo tempo que quero coisas novas sempre, às vezes também rezo pela rotina… Que nada saia do seu lugar ou que tudo entre no seu eixo dependendo do meu lugar de observação. Mas, eu quero rotina com ‘erre’ maiúsculo. Do tipo cantada por Chico Buarque. Rotina que comece assim: “Todo dia ela faz tudo sempre igual”. Que passe por: “Diz que está muito louca pra beijar e me beija com a boca de paixão”. E, que termina com um: “me aperta meu quase sufocar e me morde com a boca de pavor”.

Escrito por Gardênia Maciel às 07h47

25/05/2005 
Começou assim…

Ele inteligente e tecnicista. Ela inteligente e emocional. Ele organizado e administrador. Ela bagunceira e impulsiva. Quem um dia poderia imaginar? Ele oito anos mais velho que ela. Quem poderia imaginar? Ele novo na cidade. Ela filha daquela terra. Se encontraram no local de trabalho. Ele jamais olharia para uma garota no local de trabalho. Sabe como é… Ele é extremamente profissional. Ela não se liga muito nessas coisas não, mas simplesmente não tava a fim de conhecer ninguém, havia sofrido muito os últimos dias. Até então só trocavam interjeições do tipo: – Olá! Bom dia! – Ele jamais teria coragem de pedir seu telefone. Estaria ela interessada de verdade? Ele se perguntava. Ela estava se sentindo sozinha. Ele também. Tentava demonstrar que o queria, mas, não sabia como. Quando se encontravam suas respirações ficavam mais forte. Seria uma química? Meio piegas isso não? Alguém tinha que dar o primeiro passo. Ela comentou com alguém que havia uma boate em que mulheres acompanhadas não pagavam naquela noite. Ele entendeu a mensagem. Era agora ou nunca. Aproximou-se do computador dela, abriu o editor de texto e escreveu: – Se quiser companhia me diz depois. Ela gelou por dentro. Ele também. – Que tipo de besteira eu fiz? Ele se questionava. Como vou dizer que quero? – Perguntava-se ela. Seus corações estavam acelerados. Ele caiu no abismo da dúvida. Ela não sabia como se comunicar. Local de trabalho é local de trabalho. Deu um jeito de conseguir seu celular. Escreveu uma mensagem: “me liga nesse número mais tarde”. mensagem anônima. Será se era ela? Ele escreveu uma mensagem só pra confirmar. Ela fez que sim com a cabeça. Ambos tinham um segredo a partir daquele dia. A partir daquela hora. Naquela tarde ela voltava da faculdade quando o celular tocou. Um número estranho. Não era o dele, mas era ele. Ligava de seu apartamento. Talvez esse era o primeiro diálogo entre os dois. – Desça do ônibus agora, vou onde você estiver. Ela, como sempre aventureira, obedeceu. Ele chegou. Primeiro encontro. Ela jamais esqueceu esta data. Ele com certeza esqueceu. Homens são assim. Foram para beira mar. Era a primeira vez que trocavam, além de interjeições, pronomes, substantivos, verbos, adverbios… adverbios de intensidade. Ela pedia um beijo com o olhar. Ele atendeu. Primeiro beijo. Tocava uma música no rádio. Ela se lembra bem qual era. “A minha vida eu preciso mudar todos os dias pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos”. Ele com certeza nem notou. Homens… Era um beijo doce. Encaixado. Perfeito. Ele parecia não sentir-se mais tão só naquela cidade estranha. Ela parecia esquecer o sofrimento que havia passado nos últimos dias… Não era mais por falta de companhia. Algo mais forte estava surgindo a partir daí…
Escrito por teadrops and wine às 07h19

21/05/2005 
Primeiro post

Decidi fazer um blog… Quero escrever sem esperar que leiam. Quero postar foto sem esperar que vejam. Fotos minhas e não necessariamente minhas. Quero apenas escrever meus devaneios…

2 Comentários

  • agamenon freire da silva junior

    o infinito é saber que ele não existe .
    voce escreve muito bem .

    lembrança ao povo do maranhão

  • Olá, Gardênia, buscando a música da Maysa Matarrazo dei de cara com teu blog e gostei do perfil, principalmente quando vc descreve a comunicação. Tenho um programad de rádio em Valença Bahia e gostaria de trocar figurinhas.
    Celeste Martinez


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